Miami, Florida, EUA –
Gilberto Jesus Imery Gonzalez, cidadão venezuelano e
empresário, logrou êxito na sua contestação ao Alerta Vermelho da INTERPOL emitido em seu nome. Com base nas
informações apresentadas na sua contestação, a INTERPOL excluiu o Alerta Vermelho em nome do Sr. Imery
das suas bases de dados.
A decisão da INTERPOL de remover o Alerta Vermelho é um passo importante nos esforços do Sr. Imery para limpar o seu
nome de falsas acusações criminais que foram apresentadas contra ele por um indivíduo com fortes ligações ao governo
Chávez/Maduro da Venezuela.
Tal como muitos outros empresários na Venezuela, o Sr. Imery foi sujeito a um tratamento injustificado e injusto
no sistema de justiça criminal venezuelano devido à sua condição de empresário privado que se opunha
à agenda política do governo venezuelano.
O caso começou quando a empresa privada do Sr. Imery, que operava nos setores da construção,
transporte e da mineração, tornou-se objeto de uma disputa comercial privada. O Sr. Imery era um ex-sócio da empresa com sede na Venezuela e foi obrigado a ceder todas as suas ações na empresa
para indivíduos intimamente ligados ao governo venezuelano. O antigo sócio do Sr. Imery orquestrou
uma investigação criminal contra ele. Por fim, apesar da falta de provas de qualquer atividade criminosa,
as autoridades venezuelanas apresentaram acusações de fraude e desvio de fundos públicos contra o Sr. Imery.
O Sr. Imery já se tinha mudado para os Estados Unidos quando as acusações foram apresentadas e só soube que
as autoridades venezuelanas tinham obtido um Alerta Vermelho contra ele quando tentou viajar
para o exterior.
Assim que o Sr. Imery se apercebeu que tinha sido emitido um Alerta Vermelho da INTERPOL contra ele, imediatamente
iniciou os seus esforços para solicitar a revogação do alerta. Focando-se na motivação política e na natureza privada
comercial das acusações subjacentes, o Sr. Imery e a sua advogada nos EUA, Michelle
Estlund, prepararam uma contestação ao Alerta Vermelho. Apresentaram a contestação em abril de 2013.
A Comissão para o Controlo dos Arquivos da INTERPOL (“CCF”) reviu as informações fornecidas pelo Sr. Imery
e pela Sra. Estlund. Após a revisão, a CCF recomendou que as informações em nome do Sr. Imery
fossem permanentemente eliminados dos arquivos da INTERPOL, tendo sido aceite esta recomendação.
O Sr. Imery está agora livre para viajar internacionalmente sem receio de ser detido com base no Alerta Vermelho.
Continua a lutar contra as alegações da sua acusadora, que também interpôs uma ação civil contra ele num tribunal de
Miami, Florida. Juntamente com o seu advogado cível, Brian Barakat, o Sr. Imery mantém-se otimista de que
o processo cível também será resolvido com sucesso. O Senhor Imery declarou:
“Acredito na transparência do sistema judicial dos EUA e tenho fé que o tribunal aqui reconhecerá que este caso de abuso político não deve ultrapassar as fronteiras internacionais”.
O Sr. Imery e o seu antigo sócio, Ivan Carrero, foram recentemente entrevistados por Patricia Poleo, uma jornalista venezuelana que recebeu asilo político nos Estados Unidos com base na perseguição política por parte do governo venezuelano. A Sra. Poleo manifestou a sua preocupação pelo facto de os casos de perseguição política na Venezuela terem criado a base para ações cíveis nos tribunais dos EUA, e continua a trabalhar para expor a opressão política e o abuso de poder. O caso dela é
discutido
aqui e
aqui.